Post | Curtailment: o que aconteceu em março de 2026
- 6 de abr.
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Data: 6 de abril de 2026
As atualizações elaboradas pela FSET indicam que, em março, os cortes totais nas usinas eólicas aumentaram 3,7 p.p. em relação a fevereiro. Já nas usinas solares, o aumento foi ainda mais expressivo, alcançando 11,42 p.p.
Esse aumento foi impulsionado pela redução da carga mínima ao longo do mês, aliado à elevada disponibilidade de geração e às temperaturas mais amenas, que contribuíram para a intensificação dos cortes.
Para abril, o ONS projeta nova redução da carga (estimada em 83.954 MW médios), com crescimento de apenas 2,28%, bem abaixo dos 5,26% previstos anteriormente.
Eólicas - março/26
Os cortes totais atingiram 11,59%, puxados principalmente por razões energéticas, com ENE de 9,69%, seguidas por indisponibilidade externa, com REL de 0,97%, e por razões de confiabilidade, com CNF de 0,92%.
Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte concentraram a maior parte dos cortes totais, com 23,75%, 13,47% e 13,11%, respectivamente.
Os três pontos de conexão mais afetados foram ACARAU II - 230 kV, com 34,26%, PECEM II - 230 kV, com 32,88%, e SOBRAL III - 230 kV, com 32,71%.
No total, os cortes em eólicas somaram 1.100,91 MWmed em março, sendo 921,07 MWmed por ENE, 92,51 MWmed por REL e 87,34 MWmed por CNF.


Solares - março/26
Os cortes totais atingiram 21,97%, puxados principalmente por razões energéticas, com ENE de 18,50%, seguidas por razões de indisponibilidade externa, com REL de 1,91%, e por confiabilidade, com CNF de 1,55%.
Pernambuco, Piauí e Bahia lideraram em cortes totais, com 26,73%, 26,01% e 24,98%, respectivamente.
Os três pontos de conexão mais afetados foram TACARATU - 230 kV, com 51,22%, JAIBA 4 - 138 kV, com 43,38%, e BOM NOME - 230 kV, com 41,31%.
O total de cortes em solares atingiu 1.131,22 MWmed em março, composto por 953,00 MWmed por ENE, 98,53 MWmed por REL e 79,70 MWmed por CNF.


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