Curtailment: o que aconteceu em junho de 2026
- 2 de jul.
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Data: 2 de julho de 2026
As atualizações elaboradas pela FSET indicam que, em junho de 2026, os cortes totais nas usinas eólicas e solares apresentaram um leve recuo em relação à trajetória observada desde fevereiro. Em relação a maio, houve uma diminuição de 2,0 p.p. nos cortes das usinas eólicas e de 2,5 p.p. nas usinas solares. Este comportamento se deu, principalmente, pela redução dos cortes por razões energéticas (ENE), que seguem representando a maior parcela do curtailment nas duas fontes.
Apesar da predominância do ENE, junho trouxe uma mudança importante na composição dos cortes. Nas eólicas, os cortes por indisponibilidade externa (REL) recuaram em 0,8 p.p. (488,3 MWmed para 354,9 MWmed). Já nos solares, houve avanço de 3,6 p.p do REL, de 102,6 MWmed para 286,9 MWmed.
Eólicas - junho/26

Os cortes totais atingiram 15,4%, em consequência dos cortes ENE, correspondentes a 9,4%, seguidos dos cortes por confiabilidade (CNF) que representou 3,7% e dos cortes REL com 2,3%.
No total, os cortes em eólicas somaram 2.414,9 MWmed em junho, sendo 1.474,5 MWmed por ENE, 585,6 MWmed por CNF e 354,89 MWmed por REL.
Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará concentraram a maior parte dos cortes totais, com 22,8%, 14,9% e 14,7%, respectivamente.
Os três pontos de conexão mais afetados foram JOAO CAMARA - 69 kV, com 42,1%, JANDAIRA II - 500 kV, com 40,0%, e J. CAMARA III - 230 kV, com 37,5%.
Solares - junho/26

Os cortes totais atingiram 25,7%, em consequência dos cortes ENE, correspondentes a 19,3%, seguidos dos cortes REL que representou 5,5% e CNF com 1,0%.
O total de cortes em solares atingiu 1.354,2 MWmed em junho, composto por 1.017,0 MWmed por ENE, 286,9 MWmed por REL e 50,3 MWmed por CNF.
Bahia, São Paulo e Minas Gerais lideraram em cortes totais, com 35,3%, 31,5% e 27,6%, respectivamente.
Os três pontos de conexão mais afetados foram B. JESUS LAPA - 69 kV, com 53,9%, BARREIRAS II - 500 kV, com 52,9%, e SOL DO SERTAO- 500 kV, com 52,6%.
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