Curtailment: o que aconteceu em abril de 2026
- há 4 dias
- 2 min de leitura
Data: 4 de maio de 2026
As atualizações elaboradas pela FSET indicam que, em abril, os cortes totais nas usinas eólicas e solares mantiveram a trajetória de aumento observada desde fevereiro, com variações de 3,8 p.p. e 3,4 p.p. em relação a março, respectivamente. O destaque foi o avanço dos cortes por razões energéticas, associados à impossibilidade de alocar toda a geração disponível na curva de carga do SIN. Em abril, segundo o PMO, a carga do SIN fechou cerca de 4,7% abaixo da previsão inicial.
Eólicas - abril/26
Os cortes totais atingiram 15,6%, puxados principalmente por razões energéticas, com ENE de 11,0%, seguidas por por razões de confiabilidade, com CNF de 2,5%, e indisponibilidade externa, com REL de 2,1%.
Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte concentraram a maior parte dos cortes totais, com 34,7%, 26,1% e 18,8%, respectivamente.
Os três pontos de conexão mais afetados foram ACARAU II - 230 kV, com 42,5%, SOBRAL III - 230 kV, com 40,4%, e PECEM II - 230 kV, com 40,1%.
No total, os cortes em eólicas somaram 1.913,6 MWmed em abril, sendo 1.350,2 MWmed por ENE, 306.5 MWmed por CNF e 256,8 MWmed por REL.


Solares - abril/26
Os cortes totais atingiram 25,7%, puxados principalmente por razões energéticas, com ENE de 24,6%, seguidas por confiabilidade, com CNF de 0,6%, e por razões de indisponibilidade externa, com REL de 0,5%.
Bahia, São Paulo e Piauí lideraram em cortes totais, com 32,8%, 31,8% e 27,8%, respectivamente.
Os três pontos de conexão mais afetados foram TACARATU - 230 kV, com 52,2%, SOL DO SERTÃO - 500 kV, com 43,6%, e B.JESUS LAPA - 69 kV, com 39,3%.
O total de cortes em solares atingiu 1.431,8 MWmed em abril, composto por 1.370,9 MWmed por ENE, 34,17 MWmed por CNF e 26,7 MWmed por REL.


Entre em contato pelo e-mail contato@fset.com.br e receba uma análise personalizada do curtailment.
Inscreva-se na nossa newsletter e receba nossas atualizações.




Comentários