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Curtailment: o que aconteceu em julho de 2026

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Data: 4 de agosto de 2026


As atualizações elaboradas pela FSET mostram uma forte aceleração dos cortes de geração em julho de 2026. O percentual chegou a 22,9% nas usinas eólicas e a 29,6% nas solares - os maiores níveis observados desde janeiro de 2026.


Na comparação com junho, os cortes aumentaram 7,2 p.p. nas eólicas e 3,6 p.p. nas solares. O movimento foi puxado principalmente pelos cortes por razão energética (ENE), que permaneceram como o principal componente do curtailment nas duas fontes. Nas eólicas, julho também registrou aumento relevante dos cortes por confiabilidade (CNF).


Eólicas

  • O percentual total de cortes atingiu 22,9%, ante 15,7% em junho. Em julho, foram cortados 4.078,8 MW médios: 2.909,8 MW médios por ENE (16,3%), 1.078,3 MW médios por CNF (6,0%) e 102,9 MW médios por REL (0,6%).

  • No acumulado de janeiro a julho, os cortes equivaleram, em média, a 2.372,5 MW médios, ou 17,7% da geração de referência. O ENE respondeu por 1.470,5 MW médios (11,0%), seguido de CNF, com 569,1 MW médios (4,3%), e REL, com 332,9 MW médios (2,5%).

  • Rio Grande do Norte e Bahia concentraram os maiores volumes em julho. No Rio Grande do Norte, além do ENE, houve participação expressiva de cortes por confiabilidade; na Bahia, destacou-se também o REL.

  • Entre os conjuntos de usinas com maior corte médio, destacaram-se Serra do Assuruá (66,1 MW médios, ENE), Rio do Vento (55,2 MW médios, ENE), Rio do Vento Expansão (52,7 MW médios, CNF), Santo Agostinho (52,0 MW médios, CNF) e Caju (51,7 MW médios, CNF).


 


Solares

  • O percentual total de cortes atingiu 29,6%, ante 26,0% em junho e 10,1% em fevereiro (menor nível desde janeiro de 2026).

  • No acumulado de janeiro a julho, os cortes equivaleram, em média, a 1.256,8 MW médios, ou 23,3% da geração de referência. O ENE respondeu por 1.049,4 MW médios (19,4%), seguido de REL, com 101,5 MW médios (1,9%), e CNF, com 105,9 MW médios (2,0%).

  • Minas Gerais apresentou, com ampla diferença, o maior volume de cortes solares em julho, seguido por Bahia e Piauí. O ENE predominou nos três estados.

  • Os maiores cortes médios ocorreram nos conjuntos Janaúba (89,2 MW médios), Arinos 2 500 kV (64,4 MW médios), Gilbués II 500 kV (56,7 MW médios), Vista Alegre–Janaúba (49,1 MW médios) e Sol do Sertão (47,2 MW médios), todos associados ao ENE.

 


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