Curtailment: o que aconteceu em agosto de 2026
Data: 4 de setembro de 2026
As atualizações elaboradas pela FSET mostram que os cortes de geração voltaram a avançar em agosto de 2026 e atingiram os maiores níveis do ano nas fontes eólica e solar. O percentual chegou a 26,6% nas usinas eólicas e a 32,8% nas usinas solares.
Na comparação com os dados revisados de julho, os cortes aumentaram 3,5 p.p. nas eólicas e 3,1 p.p. nas solares. Nas solares, o movimento continuou fortemente associado aos cortes por razão energética (ENE). Nas eólicas, embora o ENE permaneça como o maior componente em volume, o avanço de agosto foi marcado pelo forte aumento dos cortes por confiabilidade (CNF) e por indisponibilidade externa (REL).
Eólicas
O percentual total de cortes atingiu 26,6%, ante 23,1% em julho, novo maior nível de 2026. Em agosto, foram cortados 5.381,9MW médios: 3.071,2 MW médios por ENE (15,2%), 1.660,7 MW médios por CNF (8,2%) e 649,9 MW médios por REL (3,2%).
No acumulado de janeiro a agosto, os cortes equivaleram, em média, a 2.755,7 MW médios, ou 19,3% da geração de referência. O ENE respondeu por 1.673,3 MW médios (11,7%), seguido de CNF, com 710,0 MW médios (5,0%), e REL, com 372,5 MW médios (2,6%).
O Rio Grande do Sul apresentou o maior percentual de curtailment eólico em agosto, com 51,0% da geração de referência restringida, com forte participação de REL (41,8%). Rio Grande do Norte e Ceará vieram em seguida, com 45,0% e 25,1%, respectivamente.
Entre os conjuntos de usinas, os maiores percentuais de curtailment foram registrados em Marmeleiro 2 (95,3%), Santa Vitória do Palmar (93,9%) e Cumaru (72,1%).

Solares
O percentual total de cortes atingiu 32,8%, ante 29,7% em julho, também o maior nível observado em 2026. Em agosto, foram cortados 2.128,4MW médios, dos quais 1.882,7 MW médios por ENE (28,9%), 176,8 MW médios por REL (2,7%) e 68,9 MW médios por CNF (1,1%).
No acumulado de janeiro a agosto, os cortes equivaleram, em média, a 1.369,3 MW médios, ou 24,7% da geração de referência. O ENE respondeu por 1.157,1 MW médios (20,9%), seguido de REL, com 114,9 MW médios (2,1%), e CNF, com 97,3 MW médios (1,8%).
A Bahia apresentou o maior percentual de curtailment solar em agosto, com 42,3% da geração de referência restringida, seguida por São Paulo (40,9%) e Rio Grande do Norte (38,5%).
Entre os conjuntos de usinas, os maiores percentuais de curtailment foram registrados em Tacaratu 230 kV (65,7%), BJL (58,5%) e Barreiras II 500 kV (58,0%).

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